Não segui os caminhos de Garrett e fiquei-me pelo norte de Portugal. Mostrei-o a 2 alemães que adoraram. Não vimos tudo, para isso precisava-mos de mais do que duas semanas, o que mostra que o norte de Portugal tem muito para oferecer aos turistas. O facto de ainda não estar bem explorado traz algumas vantagens e desvantagens. Vantagens: sossego, explorar o por outros ainda inexplorado, desvantagens: às vezes alguma falta de informação.
1° dia. Chegada ao aeroporto do Porto. Viagem com a airberlin. A airberlin oferece voos a bons preços desde que marcados com antecedência.
2° dia. Visita à cidade do Porto. Depois de chegarmos ao Porto de metro fomos ao centro de informaçoes turísticas mesmo ao lado da câmara municipal, onde nos deram um mapa gratuito da cidade, com o centro histórico em maior escala.
Avenida dos Aliados, reparei que andaram a limpar a câmara municipal e outros edifícios. Tudo muito mais claro. Só o jardim não estava lá :(. Cimento a mais.
Torre dos clérigos, subimos para apreciar a impressionante vista e ver os telhados da zona histórica.
Estaçao de S. Bento.
Praça da ribeira. Aqui almoçamos por 5 euros cada. Estava bem bom. Bolinhos de bacalhau e tripas à moda do Porto.
Subimos e descemos as ruelas da zona histórica do Porto até chegarmos à Sé.
Atravessamos a ponte D. Luís pelo tabuleiro superior, mais uma vista fantástica. Passeamos pela marginal de Gaia e subimos até ao Grahms. Lá já estavam à nossa espera. Devido aos conhecimentos do meu primo tivemos direito a visita guiada em alemão, muitas provas e a melhor mesa junto à grande janela com vista para o Douro e a ponte. Nunca tinha reparado que Gaia tinha uma zona verde tão grande.
Ao voltar atravessamos pelo tabuleiro inferior e fomos de elevador até à Batalha. Depois pela S. Catarina até à Trindade onde apanhamos o metro de volta para a Póvoa.
3° dia. Devíamos era ter ficado a dormir para aguentar a noite, porque nessa noite era S. Pedro. Mas não, a malta não podia ficar parada. Lá fomos a Guimarães e ao Bom Jesus. Essa do Bom Jesus não foi ideia minha, mas eles queriam ver o elevador antigo movido a água. Almoçamos em Guimarães na praça da oliveira. Ao contrário da ultima vez que lá fui, pouco depois do europeu, não eram as bandeiras da república portuguesa que se viam penduradas nas janelas, mas sim a bandeira portuguesa, mas do tempo de D. Afonso Henriques, branca apenas com duas riscas que se cruzam azuis.
Depois claro, como eu previa, estava tudo roto. À noite fizemos sardinhada lá em casa. Saímos lá para a meia noite para o S. Pedro. Os alemães já estavam quase a dormir. Tanto vinho verde... Depois da primeira euforia com a multidão, a música e as rusgas ficou tudo roto. Tive que ir às 3h para casa :(. Eles ficaram impressionados porque não viram ninguém à porrada. É triste, mas é verdade. Muito álcool + muita gente = porrada. Eu por acaso no S. Pedro só vejo gente bem disposta.
4°dia. Eu dormi que me fartei :). O resto da malta foi ver Vila do Conde.
5° dia. Passeio no Douro. Fomos mais uma vez de metro até ao Porto, até S. Bento. Depois de comboio até à Régua. Tudo organizado pelos cruzeiros Douro Azul. Quando chegamos a S. Bento deram-nos um bilhete de comboio e uma carruagem estava reservada para as pessoas que iam fazer o cruzeiro. Enquanto esperava-mos na estaçao a minha mãe explicou o que representavam os azulejos, que eu já não me lembrava :). Um bocadinho de história de Portugal não faz mal a ninguém, e coitados ouviram-na mais do que uma vez, pelo menos no que conta a D. Afonso Henriques, já que os chateei a viajem toda de carro até Guimarães. Além da paisagem o mais impressionante ao descer o rio Douro de barco são as barragens. A primeira que aparece para quem vem da Régua para o Porto tem um desnível de 35 m. Ui, ui. Quem disse que os portugueses não são bons engenheiros? Os meus alemães já não duvidam :). Depois de pontes, barragens e elevadores espectaculares... Há é verdade, a comida e bebida no barco era até cair. Mum, bacalhau com natas, também havia carne para quem não come bacalhau.
6° dia,7° e 8° dia. Na minha opinião, pontos altos desta viagem , uma vez que fomos para o paraíso de Portugal. O Gerês, melhor dizendo, o parque nacional peneda-gerês. Depois das tradicionais voltas nas rotundas de Braga. $%/&$§. Lá demos com a saída para Chaves. Entramos no Gerês, fomos ver a paisagem sobre a barragem da caniçada apartir da pousada. Na barragem da caniçada pode andar-se de barco, de gaivota e mais de uma data de coisas malucas. Desta vez não fomos, já tinha-mos andado de barco no ano passado. Fixe quando se vai de barco é ver os casaroes que por lá estão com escadinhas para uma praia na barragem... Há malta com sorte... Fomos até à vila do gerês para pedirmos informaçoes, mas já estavam fechados para almoço. As informações do concelho são na vila, as do parque nacional no parque de campismo mais acima. Decidimos então ir dar um mergulho na portela do homem. A mata do camarido é fantástica e para que permaneça fantástica é preciso controlar o transito. Para isso o transito é limitado e é preciso pagar. Uma ninharia, acho que 1 euro ou coisa assim. Não estava ninguém na água. A água transparente de longe parece azul esverdeada. Aquela pedra gigante para nos deitarmos ao sol. E a queda de água...Vou encurtar.
Portela do homem – parque de campismo (pedir informações)- vimos cavalos selvagens -seguimos pela estrada do parque até à Ermida, desta vez não fomos à cascata do arado, já conhecíamos – Fafiao – ai os meus travões – Picaes – ai os meus travões que já cheirava a queimado, mesmo em segunda... – Cabril – Lapela – Sirvozelo (o nosso destino).
Os dias seguintes foram passados a passear. Os percursos pedestres estão todos sinalizados. Tinha algumas informaçoes da página da adere. Também tomamos banhinho na cascata de Cela. A senhora da padaria em Paradela é um amor e a sua amiga também que andou à procura dela pela aldeia toda. Mas ela só tinha ido apanhar umas couves, porque de momento não estava lá ninguém. Há e a amiga tem um burro muito giro, que já é velho, mas não tão velho como ela. O pão de forno de lenha, que bom! Em Sirvozelo tinhamos uma casinha de pedra e além de algumas pessoas (poucas) muitas galinhas, bois e vacas barrosãs e cabras como vizinhos.
9° e 10° dia. Fomos até à praia. Santo André em A-ver-o-mar, Apúlia nos moinhos em Esposende.
11° dia. Fomos até Viana. Começamos pela S. Luzia e depois a cidade. Adoraram a cidade. No ranking acho que terá ficado 1° Porto, 2° Viana e 3° Guimarães. Fomos de carro até Caminha onde ficamos os 4 dias seguintes.
12° - 14° dia. Vimos Caminha, Vilar de Mouros fomos para a praia e até vimos o verão total em directo no centro de Caminha :) e as senhoras a mandar beijinhos para Paris, Estugarda, Bélgica, Canadá e os meus alemães muito espantados: “Esta malta conhece gente no mundo todo!”.
Vista sobre a barragem da Caniçada
também li "Viagens na Minha Terra" :) passear pelo Gerês, Régua, Lamego é muito giro, já o iz muitas vezes e recomenda-se sempre. a inbicta também é sempre um diamente que vai sendo lapidado e descoberto á medida que se mergulha pelas ruas graníticas talhadas pela história. E este sábado também fui a um norte que não conhecia tão bem... Chaves, Vila real, passar o Tâmega de encontro a Valpaços, mesmo perto de Espanha...tantas cores, sabores, odores, sons e texturas a descobrir neste jardim à beira mar plantado :)))
ResponderEliminaré sempre bom ler as tuas viagens pela terra...seja aqui ou noutro sítio qq Joni, não ficas muito atrás do Eça e além do mais tens fotos :P
bjinhos